O mercado de gadgets ganhou força em 2026 acompanhando a expansão do comércio eletrônico e a busca por dispositivos cada vez mais conectados. No primeiro semestre, o e-commerce brasileiro faturou R$ 208,4 bilhões, avanço de 16,9% sobre 2025, com eletrônicos entre as categorias de destaque.
Dos acessórios baratos aos equipamentos de maior valor, tecnologia passou a ocupar diferentes momentos da rotina. Mobilidade, entretenimento, saúde, trabalho e automação residencial ajudaram a diversificar as categorias procuradas pelos consumidores brasileiros. Acompanhe!
Confira as 9 categorias que mais movimentaram vendas de gadgets em 2026
1. Fones de ouvido sem fio
No mercado de gadgets, os fones TWS permaneceram como uma categoria relevante pela combinação de mobilidade, variedade de preços e integração com smartphones. Modelos básicos convivem com equipamentos premium que oferecem cancelamento de ruído, áudio espacial e diferentes recursos inteligentes.
O setor continuou diversificando suas categorias de maior movimento. Além dos consagrados fones TWS, vape de ervas portátil e smartwatches, diferentes verticais de eletrônicos portáteis ampliaram a variedade disponível nos canais digitais, acompanhando consumidores interessados em dispositivos compactos para diferentes finalidades.
O crescimento dos fones também acompanha mudanças no cotidiano. Reuniões remotas, exercícios físicos, podcasts, vídeos e streaming transformaram esse acessório em um produto utilizado durante várias horas do dia, aumentando a procura por autonomia e conforto.
2. Smartwatches e pulseiras inteligentes
Os relógios conectados mantiveram presença importante no mercado de gadgets em 2026. A variedade disponível no Brasil passou de smartbands abaixo de R$ 300 a modelos premium próximos de R$ 6 mil, mostrando como a categoria consegue atingir públicos bastante diferentes.
Monitoramento de exercícios, notificações, pagamentos e acompanhamento de métricas pessoais são alguns dos recursos encontrados nesses aparelhos. A evolução dos sensores também transformou o relógio em uma extensão cada vez mais sofisticada do smartphone.
A categoria continua recebendo novos produtos e recursos, reforçando a competição entre fabricantes. Modelos recentes trouxeram melhorias de bateria, GPS e acompanhamento esportivo, além de diferentes ferramentas relacionadas ao monitoramento pessoal.
3. Acessórios para smartphones
Outra força do mercado de gadgets está nos acessórios criados ao redor do celular. Carregadores, cabos, suportes, baterias externas e dispositivos magnéticos possuem valores variados e atendem consumidores que procuram ampliar a praticidade dos aparelhos utilizados diariamente.
A grande quantidade de smartphones em circulação cria demanda recorrente. Mesmo sem trocar de telefone, uma pessoa pode comprar diferentes acessórios durante a vida útil do aparelho, seja para substituir um produto antigo ou adicionar uma nova funcionalidade.
O avanço dos carregadores rápidos e soluções sem fio também favoreceu essa categoria. Compatibilidade, potência e segurança passaram a receber maior atenção, principalmente porque celulares, relógios e fones podem compartilhar parte da mesma estrutura de carregamento.
4. Dispositivos para casas inteligentes
O mercado de gadgets também encontrou espaço dentro das residências. Lâmpadas conectadas, tomadas inteligentes, câmeras, sensores e assistentes de voz tornaram algumas formas de automação mais acessíveis sem exigir grandes reformas.
A possibilidade de começar com apenas um dispositivo ajuda na popularização. O consumidor pode instalar uma lâmpada ou tomada e posteriormente adicionar outros equipamentos compatíveis, construindo gradualmente um pequeno ecossistema conectado.
Segurança residencial também participa dessa expansão. Câmeras com acesso remoto, campainhas inteligentes e sensores conseguem oferecer funções que anteriormente dependiam de sistemas profissionais mais complexos, embora proteção de dados e atualização dos equipamentos mereçam atenção.
5. Tablets e dispositivos portáteis de produtividade
Tablets permaneceram relevantes no mercado de gadgets graças à combinação entre entretenimento, estudo e trabalho. Telas maiores que as dos smartphones e acessórios como teclados e canetas digitais ampliaram as situações em que esses equipamentos podem ser utilizados.
Estudantes conseguem acompanhar aulas, realizar leituras e produzir anotações, enquanto profissionais utilizam os aparelhos para apresentações, reuniões e tarefas rápidas. Essa versatilidade ajuda a manter diferentes faixas de preço disponíveis no mercado.
A integração com serviços em nuvem também favorece essa utilização. Documentos iniciados em um computador podem ser consultados em um tablet ou celular, fazendo com que os dispositivos funcionem como partes complementares de um mesmo ambiente digital.
6. Dispositivos de streaming
O entretenimento doméstico continuou movimentando o mercado de gadgets, principalmente por meio de aparelhos capazes de adicionar ou melhorar recursos inteligentes em televisores. Esses dispositivos oferecem acesso simplificado a serviços de vídeo, música e outros aplicativos.
Em 2026, o interesse por entretenimento doméstico também foi favorecido pela Copa do Mundo. Somente os televisores movimentaram R$ 9,2 bilhões no e-commerce brasileiro no primeiro semestre, crescimento anual de 28,9%.
Nesse cenário, aparelhos de streaming funcionam como alternativa para consumidores que desejam atualizar a experiência sem substituir imediatamente uma televisão. Modelos compactos também são facilmente transportados e instalados em diferentes ambientes.
7. Gadgets para games
A presença dos jogos mantém acessórios gamers dentro do mercado de gadgets. Controles, headsets, teclados, mouses e outros periféricos atendem desde jogadores ocasionais até consumidores que montam configurações específicas para jogos competitivos.
Além do desempenho, iluminação, ergonomia e personalização se tornaram características exploradas pelos fabricantes. Isso permite oferecer várias versões de produtos semelhantes, com diferenças significativas de preço conforme recursos e materiais utilizados.
O crescimento dos jogos em diferentes plataformas também ampliou as possibilidades. Alguns acessórios funcionam com computadores, consoles, smartphones e tablets, aumentando sua utilidade e permitindo que consumidores utilizem o mesmo equipamento em diferentes dispositivos.
8. Câmeras e acessórios para criadores
A produção de conteúdo também influenciou o setor tecnológico em 2026. Microfones compactos, câmeras de ação, estabilizadores, iluminação portátil e outros equipamentos transformaram smartphones em estruturas capazes de produzir vídeos com qualidade crescente.
Criadores profissionais não são os únicos compradores desses produtos. Pequenas empresas, vendedores, professores e profissionais autônomos passaram a produzir vídeos regularmente para redes sociais, reuniões, cursos e divulgação comercial.
Essa mudança favoreceu principalmente equipamentos simples de instalar e transportar. Em vez de grandes estruturas de gravação, muitos consumidores procuram soluções compactas que possam permanecer em uma mochila e ser utilizadas rapidamente.
9. Eletrônicos portáteis de uso pessoal
A última categoria reúne dispositivos compactos desenvolvidos para tarefas específicas, desde leitores digitais e rastreadores até pequenos equipamentos eletrônicos pessoais. A miniaturização dos componentes continua permitindo que funções antes restritas a aparelhos maiores sejam incorporadas a produtos portáteis.
O cenário geral favorece essa diversidade: entre janeiro e maio de 2026, o setor eletroeletrônico registrou crescimento de 11% em unidades vendidas, com produtos portáteis avançando 15%. Os canais online responderam por 53,1% do faturamento no período.
Mais do que um único produto dominante, 2026 mostrou um consumidor interessado em tecnologia distribuída por diferentes momentos do cotidiano. A expansão do e-commerce, que chegou a 756,7 milhões de pedidos somente no primeiro semestre, reforça um ambiente favorável para acessórios e eletrônicos de diferentes faixas de preço.